| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Thamnophilida |
| Família: | Thamnophilidae |
| Swainson, 1824 | |
| Subfamília: | Thamnophilinae |
| Swainson, 1824 | |
| Espécie: | R. melanosticta |
A mãe-de-taoca-cabeçuda é um Passeriforme da família Thamnophilidae.
Seu nome científico significa: do (grego) rhëgma, rhëgmatos = fissura palatina; e rhinos = bico; e do (grego) melas = preto; e de stiktos, stizö = pintado, tatuado. ⇒ (Pássaro) com pintas pretas e fissura palatina no bico.
Mede entre 14 e 15 centímetros de comprimento e pesa entre 29 e 33 gramas.
Apresentam coloração geral marrom acastanhado. A cabeça é preta e apresenta um largo anel periorbital pálido de coloração azulada e uma bela e eriçada crista pálida de coloração cinza claro que vai desde a fronte, passando pelo alto da cabeça atingindo até a nuca. O queixo e a parte superior da garganta também são pretos. O macho da espécie é de coloração marrom olivácea e apresenta o dorso e asa sem as manchas que são comuns na fêmea da espécie. A fêmea é marrom acastanhada e na porção dorsal são amplamente manchadas de pontos pretos marginados de bege que lhe dão aparência escamada.
Possui quatro subespécies reconhecidas:
(IOC - World Bird List, 2017).
É encontrada principalmente junto a formigas-de-correição (das quais é considerada “seguidora profissional”). Alimenta-se de aranhas e insetos afugentados pelas formigas. Apanha suas presas em rápidos pousos no chão, retornando em seguida ao poleiro.
Faz ninho sem forro a cerca de 50 cm de altura, em ocos de árvores mortas. Põe 2 ovos rosados com pintas marrom-avermelhadas.
Varia de incomum a localmente comum no sub-bosque de florestas úmidas de terra firme, normalmente distante de rios. É uma espécie bastante tímida, vivendo aos pares ou em pequenos grupos. Freqüentemente arrepia as penas do alto da cabeça em sinal de agressividade, apresentando também o hábito de elevar a cauda.
Presente no Brasil apenas no oeste da Amazônia, principalmente na região ao sul do Rio Amazonas e a oeste do Rio Madeira. Encontrada também na Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: